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sábado, 25 de julho de 2015

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Mês de agosto será quente na política brasileira, diz jornal francês

RFI RFI 1 dia atrás RFI
<p>O correspondente em São Paulo de Les Echos registra a mudança no objetivo fiscal do governo brasileiro para este ano, anunciado no início da semana.</p>© Fornecido por RFI
O correspondente em São Paulo de Les Echos registra a mudança no objetivo fiscal do governo brasileiro para este ano, anunciado no início da semana.
O jornal econômico francês Les Echos define a conjuntura política atual do Brasil com a seguinte frase: "mesmo que seja inverno nos trópicos, o mês de agosto será quente". Em sua edição desta sexta-feira (24), o diário traz uma matéria registrando o fracasso do Brasil em conseguir implementar as medidas de austeridade pretendidas pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy.
O correspondente em São Paulo de Les Echos registra a mudança no objetivo fiscal do governo brasileiro para este ano, anunciado no início da semana. Depois de não conseguir economizar um único centavo no primeiro semestre, o governo diminuiu a meta do superávit primário em 87%.
Isso significa reconhecer que não vai conseguir economizar tudo aquilo que pretendia até o fim de 2015. O Les Echos afirma que o fracasso em implementar o plano frustrou o ministro da Fazenda e aponta como causa a rebelião das presidências do senado e da câmara contra o governo.
Impeachment
Embora tenham sido aliados do governo ao longo de todo o semestre, Eduardo Cunha e Renan Calheiros não mobilizaram suas casas o suficiente para aprovar as medidas de austeridade que querem Dilma e Levy. O Les Echos lembra que o endividamento crescente do Brasil já atinge 63% do PIB, o que é um índice elevado para uma economia do tipo emergente.
Além de não ter conseguido estabilizar a economia nos últimos seis meses, o governo enfrenta uma crise política que não dá trégua. O diário lembra que o mês de agosto tem manifestações previstas em todo o país e que uma pesquisa divulgada esta semana aponta que dois terços dos brasileiros querem o impeachment da presidente. Para completar, o Tribunal de Contas da União poderá invalidar o balanço financeiro do governo, por causa das pedaladas fiscais dos últimos anos.